17 Novembro 2009

Seu filho sabe que você é gay!!!!?!!!?

Uma das grandes questões para os homens homossexuais que tem filhos, os tais "pais gays", é a maneira como a sua orientação afetiva e sexual é percebida e administrada pelos filhos, por isto muitos homens homossexuais decidem, manter estas questões no armário, omitir (esconder) dos filhos que o pai gosta na realidade de outros homens.
A principal questão que faz com que estes homens decidam por este segredo é o medo de que os filhos não saibam lidar com a questão, alguns temem que os filhos sofram preconceito, outros que os filhos tenham problemas psicológicos e de afetividade, e tem também os que acreditam, que de certa forma, podem "influenciar" seus filhos a "virarem" gays.
Existe também um segundo coeficiente, que é a questão se estes homens serão aceitos ou não por seus filhos, muitos temem "perder" o amor de seus filhos, por estarem de certa forma decepcionando ou traindo o que os filhos acreditavam ou que mostravam aos filhos.
E não vou dizer que estes motivos todos, e mais alguns, não tem lá sua razão de ser, são medos e possibilidades. Mas sem dúvida acho melhor viver com as possibilidades do que com os medos. Se não falarmos deste assunto, se não dividirmos este assunto com nossos filhos, nossos amigos, as pessoas que realmente amamos, dificilmente poderemos viver plenamente estas relações, sempre haverá uma "mentira", um "segredo" entre você e seu filho.
Sem querer pegar pesado, saber a verdade é um direito do seu filho, e se você não puder oferecer esta verdade a ele dificilmente vai poder exigir que ele te diga a verdade! Mas eu sei que as coisas não são tão simples.
Eu sempre escuto esta pergunta: - "Mas seu filho sabe que você é gay?!?!?!"
Note que a frase tem pontos de exclamação e interrogação, ou seja, a pessoa percebeu que minha criança sabe que eu sou gay e está espantada por eu ter contado...
Olha, as vezes a cara das pessoas é bem divertida. Geralmente a pessoa percebe porque, no meio de uma conversa citamos o nome do "maridon" e a pessoa pergunta
- Quem é fulano?
E a criança responde...
- é o namorado do papai que mora com a gente!....
Ai a pessoa olha pra mim, com uma cara misto esfinge e esbugalhada e tasca a pergunta:

- "Mas sua criança sabe que você é gay?!?!?!

- Sim sabe - respondo segurando um pouco o certo sabor de conquista por poder falar abertamente sobre o assunto.
Mas não foi sempre assim, minha criança é adotiva, e sempre falamos sobre adoção abertamente, mas sobre o fato de eu ser gay não falávamos de forma tão aberta, eu nada escondia, mas nos primeiros meses(eu adotei minha criança ela tinha 3 anos e meio), eu não dava "nome aos bois".
Até que um amigo meu refletiu - "Você fala tão abertamente sobre adoção, porque não falar sobre a sua afetividade da mesma forma?" reflexão esta que me levou a começar a dar nomes aos bois, de maneira gradual e permanente, até podermos chegar num estágio de relativa tranquilidade em relação a isto hoje.
Também foi muito importante poder encontrar e conviver com outros homens e mulheres que tem filhos ou vivem relacionamentos homoafetivos, que nos deram um certo sentido de pertencimento, não deixando que minha criança achasse ser a unica a viver num lar homoafetivo.
Falar sobre si mesmo, de forma aberta e verdadeira, é muito libertador, e nos faz ficar mais próximos das pessoas que amamos.
Eu tenho um monte de historias para contar sobre isto, como percebo que minha criança consegue lidar com isto, mas vou contar a mais recente.
Na escola um menino chegou e falou
- É verdade que seu pai é gay?
- Sim
- Então é por isto que vc é uma criança estranha não é?
A minha criança respondeualgo como:
- Olha, eu vivo com um gay, durmo no quarto do lado de um gay que dorme com outro gay, viajo com um gay , meu pais tem um monte de amigosd gays, e não acho isto um problema, mas se você acha isto um problema é melhor vcê procurar um psicologo, porque, vc sabe, eu entendo bastante de gays e tô achando que vc também é!!!!
Tá bom ou quer mais?

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13 Outubro 2009

"ei Obama! Deixe a Mama casar com a Mama!"

"faixa em protesto cobrando do presidente americano a promessa de legalizar as uniões homossexuais no país"

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16 Setembro 2009

Relacionamento do tipo "Raul Seixas"

Mais e mais tenho entendido, ou tentado entender, que um relacionamento é um "organismo vivo" , como diria o Raul, uma ..."metamorfose ambulante".
Um relacionamento, entre amigos, entre amantes, está sempre atrelado ao fato que as pessoas mudam, o desejo das pessoas muda, os objetivos das pessoas mudam. O que hoje para você é bom, é legal, pode não ser daqui a algum tempo. O que você espera da outra pessoa, o que você precisa da outra pessoa, muda , muda o tempo todo.
O meu terapeuta até colocou que o engano, muitas vezes, é desejar tanto o casamento, o relacionamento, a pessoa certa, que quando alcançamos isto queremos cristalizar aquele momento, sem entender que os desejos e as pessoas mudam. E ai começamos a nos "decepcionar".
DR = relacionamento que cresce.
Talvez o principal instrumento para um relacionamento saudável, em crescimento, que atenda os desejos e anseios dos envolvidos, seja a tão temida DR (discutir a relação).
Poder conversar (e não discutir) momentos chaves do relacionamento, objetivos que mudam, desejos que surgem, é o maior isntrumento do amor, do respeito, da tentativa honesta de que seja bom estar junto. Muitas vezes um dos envolvidos vai "relevando" , "engolindo" , o que não ajuda ninguem, quem fez a coisa que desagrada não fica sabendo, quem foi desagradado fica remoendo. E isto não ajuda os alicerces do relacionamento.
Os alicerces bem reais, cabe frisar, e não os alicerces imaginários que criamos justamente porque é mais fácil que realmente batalhar pelo que pode nos levar adiante.
Eu sempre gostei muito de sentar e poder conversar sobre o que estava acontecendo, onde estávamos indo, se estavamos felizes, a tal DR, e era até muito chato nisto confesso, sempre querendo que o outro definisse pontos bem claros, posições bem fortes e imutáveis nos diversos "acordos" e "aceites" do dia a dia. Mas só agora estou conseguindo aceitar que as coisas mudam, precisam mudar, novos pactos precisam ser feitos e ajustados.
Este "organismo vivo metarmófico" que é o relacionamento é muito assustador, em alguns aspectos, mas também muito libertador, porque você tambémm pode mudar, você também pode ter novas crenças, novos valores e novos desejos. E isto é um alívio em muitos casos.
E vc? Gosta de DR? Acha a DR importante?

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13 Setembro 2009

Pais e Mães LGBT se reunem

O Grupo de pais e mães LGTB, da Associação da Parada do Orgulho GLBT, coordenado pelas amigas Carina e Jéssica (que tem duas filhas lindas!) vai organizar mais uma reunião no dia 19, sábado!
Participe, leve seus filhos, é uma boa chance de discutir assuntos ligaqados á criação de filhos e é uma boa oportunidade das crianças conhecerem crianças com realidades similares.
Quando: sábado (19/09) às 10:00h

Onde: na sede da APOGLBT, Praçada República, 386 - conjunto 22 - Centro.

Tel. da associação: 3362-8266.

*Traga seus(uas) filhos(as). Nossas crianças estarão esperando!**Venha trocar experiências conosco!*

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08 Setembro 2009

Raj e Bahuan ficam juntos no final de "CAMINHO DAS INDIAS"


Este é o final que gostaríamos de ver não é? Mas isto ainda vai demorar muuuuito!
A nota foi publicada no Jornal Diário de São Paulo de Hoje!

04 Setembro 2009

Projeto Purpurina - dia 6 de setembro


O Projeto Purpurina é uma iniciativa do GPH - Grupo de Pais de Homossexuais para jovens de 13 a 24 anos. Como eles dizem "Vc vai fazer um monte de amigos/as!!"
Os/as jovens é que criam, coordenam tudo que é feito nos encontros mensais do projeto.
Bate-papo, sorteio de brindes, lanche gostoso, brincadeiras e uma baladinha no final!

Tema: Quem ama cuida!
Quando? Domingo, dia 06 de setembro das 15 às 19 horas
Onde? Rua Major Sertório, 292 - Vila Buarque - São Paulo
(metrô República, saída Caetano de Campos).


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02 Setembro 2009

pais homossexuais no YAHOO groups

Eu ja falei algumas vezes do Grupo de Pais Homossexuais que se reunem mensalmente em Sao Paulo, mas como fazem os homens que nao moram em sao paulo para poder tambem conversar e dividir suas questoes?
Para isto existe um grupo virtual de discussao e troca de ideias, no YAHOO Grupos chamado g-pai-h. Este grupo une homens de todo o Brasil, incluindo Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas, Interior de Sao Paulo...
Para fazer parte voce deve acessar o email dos moderadores do grupo (vemoris@uol.com.br) ou (edsondefendi@uol.com.br) e pedir sua entrada.

Eh um grupo fechado , com sigilo e confidencialidade. Se nao conseguir deixe uma mensagem aqui, com seu email, que peço para o moderador te mandar um convite via email.

20 Agosto 2009

Pais homossexuais: a delicada relação com mulher e filhos

"Encontrei este texto, uma entrevista na realidade, com a Psicologa Vera Moris, falando sobre as dificuldades dos homens que tem filhos advindos de casaemntos hetereossexuais, desde a revelação até a convivência com filhos. Foi publicado originalmente no site TODA FORMA DE AMOR
Pais homossexuais: a delicada relação com mulher e filhos
Quando a cena de pai acontece na vida de homens homossexuais. Quando chega o momento de contar para os filhos. Foi essa realidade que a psicóloga Vera Moris transformou em tema de pesquisa de doutorado. Ao desenvolver a tese "Paternidade Homoafetiva e Revelação para os Filhos" ela não só investigou o assunto, ela foi mais além.
Do encontro de seis pais homossexuais ocorrido em agosto de 2007, surgiram novos encontros como a reunião que acontece a cada mês e onde todos trocam experiências.
Surgiu também o e-group, pela Internet, onde pais de cinco estados conversam entre si. São 14 reunidos mensalmente em São Paulo e 17 nos econtros pela Internet. A união é tanta que encontro vira sarau, jantares, reuniões sociais em espaços públicos, celebração de aniversários.
Ao retratar a realidade deles, Vera Moris deu o ponta pé inicial para a criação dessa rede de encontro entre eles onde histórias de vida contribuem para cada um e onde a delicadeza do assunto assume sua maior verdade: o amor paterno homossexual. Aqui, nesta entrevista, a psicóloga conta a trajetória da pesquisa e desse trabalho.
TODA FORMA DE AMOR - Como esses homens homossexuais acabaram se tornando pais ?
VERA MORIS - A grande maioria desses homens se tornou pai via relacionamento heterossexual anterior ao momento que se perceberam numa identidade homoafetiva. Apenas um deles já havia se assumido e optou pela adoção; outros dois não foram casados, tiveram filhos de relacionamentos com namoradas com quem estavam envolvidos afetivamente. A literatura aponta que a paternidade de homossexuais via relacionamento heterossexual é a mais comum.
É importante deixar claro que para todos os pais que participam do grupo a paternidade não aconteceu sem querer, todos queriam exercê-la e continuam querendo participar ativamente do cuidado com os filhos. A maior parte deles se encontra aos finais de semana com os filhos, alguns sofrem com uma distância acentuada (a ex-mulher mudou para outro estado), outros participam quase que diariamente da rotina dos filhos, que embora morem com as mães mantêm um relacionamento harmonioso. Um desses pais, por exemplo, vai buscar a filha pequena todos os dias na escola, e fica com ela a qualquer momento que a mãe pedir.
TOFAM - Para eles o que é mais doloroso enfrentar?
VM - Para muitos é a decisão de se assumir nessa identidade homoafetiva e a saída de casa deixando os filhos. Para outros é contar para os filhos, sempre muito difícil, complexo.
Depois que se percebem com essa sua natureza de ser um homem que tem relacionamento homoafetivo, que se assumem nessa identidade, passam por uma fase crítica muito complexa. É um momento doloroso, de tomada de decisões, de medo do que precisam fazer. Dura um tempo maior para alguns ou para outros é mais rápido. Nenhum dos pais passa por isso sem conflito. Depende de suas estratégias para preparar as pessoas que devem saber de sua decisão de sair de casa: a mulher, os filhos, parentes amigos próximos. A revelação para terceiros da própria homoafetividade é lenta, sofrida, e envolve cuidado.
TOFAM - Os filhos acabam aceitando e a convivência fica harmoniosa?
VM - Contar para os filhos é quase que a última fase do longo processo de revelação da homoafetividade: primeiro para uma pessoa amiga mais próxima, depois outros amigos, os familiares, os pais e os filhos. Os problemas em sua maioria se referem a eles não terem o apoio das ex-mulheres e dos familiares para poder dar o suporte necessário aos filhos. Para aqueles homens que conseguiram lidar bem com o relacionamento com suas esposas, mães dos filhos e com os familiares mais próximos, os filhos recebem esse apoio em casa e fica mais fácil a aceitação.
Sempre é importante perceber que a relação pais e filhos é um bom termômetro para a aceitação de qualquer tipo de situação, seja ela difícil, dolorosa, ou apenas algo que se quer evitar falar, pelo receio de causar sofrimento nos demais (muito comum na manutenção dos segredos sobre a homoafetividade). Os filhos acabam sofrendo quando os pais não se entendem e vivem conflitos no relacionamento conjugal ou na separação.
TOFAM - Que tipo de ajuda eles precisam?
VM - O momento de falar para os familiares, esposa, filhos é um dos assuntos mais discutidos. Alguns já falaram e ajudam os que ainda não conseguiram. Os assuntos mais polêmicos são sobre esse momento.
O grupo funciona muito como suporte e espaço para abrir os conflitos e as dificuldades que têm no dia-a-dia. Assuntos referentes às suas dificuldades pessoais na relação com os companheiros e sobre a falta de apoio legal também são bastante comuns. O que mais precisam é de fato de um espaço de continência e aceitação de sua homoafetividade, para se perceberem igual a qualquer ser humano, qualquer outro homem e pai. Esses pais são iguais os outros pais e se percebem às vezes até mais corajosos, porque lutam para serem mais autênticos, enfrentando o preconceito e a homofobia.
TOFAM - A mulher e os filhos geralmente aceitam?
VM - Depois que lidam com seus sentimentos de frustração, porque percebem que seus maridos e o pai que têm não é o que eles achavam que fosse, eles podem sim aceitar e viver bem com essa realidade, desde que o relacionamento não esteja muito abalado com os conflitos, que muitas vezes não se referem apenas à homoafetividade do pai/marido.
TOFAM - A sua tese junto ao trabalho em grupo contribuíu em que sentido?
VM - Acredito que deu o primeiro empurrão para que o grupo começasse, o encontro da pesquisa foi o estopim para que o próprio grupo tivesse oportunidade de se conhecer e se manter em contato mensal. Eles se encontram porque gostam de estar com os demais, porque precisam falar de si e de sua experiência, porque ali eles têm seu próprio espaço.
O material todo que eu tenho lido sobre pais com vivência homoafetiva de outros países também me subsidiou de idéias e o próprio grupo acaba nos desafiando. É um trabalho necessário e bastante interessante.
TOFAM - Qual a orientação que é dada a esses pais?
VM - Em geral a atitude compreensiva e de aceitação dos moderadores (somos um casal de terapeutas) já oferece continência e espaço para que eles mesmos discutam como podem sair de seus problemas. O grupo por si só é um espaço de escuta respeitosa e que faz com que eles mesmos reflitam sobre os problemas que estão tendo. Um ajuda o outro, oferece sugestões, troca informações.
Os moderadores eventualmente são procurados para alguma intervenção mais pontual, seja pelo telefone, ou através de encontros individuais. Nesses momentos podemos ter alguma atitude mais direta se necessário. Já fomos buscar esclarecimentos legais quando percebemos que o grupo tinha dúvidas sobre algumas situações vividas.
SERVIÇO: Vera Moris Psicóloga, psicoterapeuta Telefones consultório: 011 55818141, cel: 011 91521188
da Redação do Toda Forma de Amor"

18 Agosto 2009

Uma explicação do amor!

"Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino.
Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas do seu lugar, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada.
Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.
Quem ama é paciente e bondoso.
Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.
Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas.
Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo.
Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência."
Recebi este texto do amigo Daniel, achei tão lindo, e fiquei pasmado quando vi que o texto foi extraido da Biblia (1 Coríntios 13.1-7) . Com certeza Deus entende muito mais de amor do que os que estão dirigindo a Igreja de Roma.

11 Agosto 2009

Voltando a sonhar...

Vou contar para vcs uma coisa que eu considero bem "incrivel" que me aconteceu nos ultimos meses, no processo de terapia que comecei, e que, a meu ver, serve para mostrar como a oportunidade da pessoa ter um tempo para si mesmo, ou a eficácia de processos terapeuticos.
Logo nas primeiras sessões meu terapeuta sempre perguntava: Sonhou com alguma coisa? E eu nunca lembrava dos meus sonhos, sabia que sonhava, mas eu nunca me lembrava de meus sonhos, na realidade eu percebi que fazia muito tempo que nçao me lembrava dos meus sonhos...
Pelo que entendi a linha Junguiana valoriza muito este acesso ao "inconsciente" que são os sonhos.
E ai começamos a conversar sobre isto, e eu percebi que não me lembrava dos sonhos porque meu consciente não queria, os sonhos, que são a janela para o inconsciente, para os desejos "primais", estavam bloqueados por um profundo senso de realidade, uma espécie de "supraconsciência", que me impedia de lembrar de coisas que pudessem desafiar o esquema "bonitinho" que eu tinha estabelecido para minha vida, meu medo de que algo desse errado ou saisse do controle era tão grande que eu bloqueava a lembrança dos meus sonhos!
Olha que incrivel! E mais incrivel foi que ao perceber que eu não precisava ter medo do que desafiava o meu "esqueminha" eu voltei a sonhar, a lembrar dos meus sonhos. Voltei a sonhar.
Claro que são aqueles sonhos doidos, mas que sempre trazem incriveis discussões sobre muitas coisas guardadas lá dentro, só para contar um sonho, destes bem doidos, eu sonhei que tinha ganho 7 cafeteiras lindas de aniversario, todas automaticas, lindas, de design, só que eu tinha que escolher só uma (afinal de contas, quem precisa de 7 cafeteiras) e podia trocar as outras por outras coisas, a pssei o sonho inteiro tentando estabelecer criterios para esolher qual deveria ficar.... engraçado não? Mas o mais incrivel são as meadas que estas coisas que sonhamos podem desencadear.
E você ? Se permite sonhar e lembrar dos seus sonhos?